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O MELHOR REMÉDIO É A PREVENÇÃO

acupunturaSaúde. Não é interessante que não exista esta disciplina – Saúde – no currículo do curso de medicina ocidental? “Sempre pensei que boa parte do tempo na universidade deveria ser dedicado ao estudo do que é a saúde e como mantê-la, pois, assim saberíamos melhor quando, por algum desvio, estivéssemos saindo da rota e nos tornando doentes”, aponta o acupunturista Homero Bernardo, que neste texto apresenta os conceitos norteadores da Medicina Tradicional Chinesa (MTC).

É diferente da ocidental a visão da (MTC). Ela entende o ser humano como um microcosmo fazendo parte de um macrocosmo. Somos um ecossistema único e ao mesmo tempo fazemos parte de um ecossistema maior. Ao entender as forças que movem o Universo, podemos entender melhor as forças que nos movem.

Na MTC, o melhor remédio para a doença é a prevenção. O Nei Ching, um texto clássico da medicina chinesa, diz: “Manter a ordem em vez de corrigir a desordem é um sinal de sabedoria, tentar curar uma enfermidade depois que ela já apareceu é como começar a cavar um poço quando alguém já está com sede, ou começar a forjar armas depois que a guerra já começou…”.

Nessa milenar tradição de cura do Oriente nós aprendemos a identificar os sinais e sintomas antes que a enfermidade se manifeste. Assim, sintomas como uma dor lombar, diminuição da audição, baixa da libido, queda de cabelo, extremidades frias, fadiga e medos – embora em seu conjunto, na medicina chinesa indicam uma disfunção no órgão Rim (Shen). Assim como as unhas quebradiças, visão enfraquecida, dores de cabeça temporais ou sob os olhos, irritabilidade, TPM, em seu conjunto nos mostram um possível problema no órgão Fígado (Gan). Como também memória enfraquecida, fezes sem forma ou diarreia, dificuldade de concentração, musculatura fraca e cansaço no conjunto apontam para uma disfunção no órgão chamado de Baço-Pâncreas (Pi) na MTC – a maioria das vezes ocasionada pelo estresse, ruminação mental e desequilíbrio alimentar, causas tão comuns nos dias de hoje.

A visão taoísta
O que torna a MTC distinta, mais do que agulhas e ervas, é o seu aspecto filosófico de entendimento do mundo e do ser humano, baseado no taoísmo. A MTC se fundamenta – como a visão quântica – em campos de energia que se relacionam. Por isso muitas vezes torna-se difícil para um profissional de saúde formado nos padrões da ciência ocidental compreender a essência da Medicina Chinesa – o que muitas vezes o torna um mero espetador de agulhas seguindo “receitas de bolo” de tratamentos com a tendência de “alopatizar” a acupuntura, virando um “pequeno operário” segundo o Nei Ching.

A MTC possui uma visão integradora do Ser Humano, que une os aspectos físico-emocional=mental-espiritual. Não há como separá-los. Ao tratar um paciente com uma dor no estômago, por exemplo, o profissional da acupuntura quer saber todo o histórico dessa pessoa, o que come, como se relaciona, se e como expressa seus sentimentos, onde e como trabalha, etc. Há dezenas de possíveis causas de uma simples dor de cabeça, segunda essa visão. Desde uma alimentação errônea, um ataque de vento ou de raiva, emoções não expressas e assim por diante. Se o desequilíbrio já se instalou, o acupunturista utiliza uma série de estímulos (agulhas, calor-moxabustão, ervas, massagens, orientação alimentar, exercícios) que vão trazer o equilíbrio energético de volta e a pessoa passa a sentir não só um alívio de dores e sintomas como também um bem-estar geral, se essa visão abrangente é utilizada.

Por fim, o acupunturista lida essencialmente com energia em diversos níveos de manifestação, logo é importante que ele esteja também em processo de transformação pessoal, de melhoria da sua qualidade de vida e saúde, o que vai se expressar seu trabalho, melhorando sua eficácia e ajudando seus pacientes no que é mais fundamental: que eles descubram a causa real de seus desequilíbrios e atuem na transformação desses fatores para atingir a saúde plena e a longevidade. No dizer dos antigos chineses, “seguir o Tao – o caminho perfeito”.

Homero Bernardo
Acupunturista e Coordenador de Cursos de Formação em Acupuntura
Reportagem concedida a Revista LOTUS – Guia Holístico e Cultural